A privacidade na beira da piscina

Há algum tempo eu fiz um treinamento sobre segurança. Como isso foi proveitoso. Importantes orientações pro resto da vida.
A lição que eu mais uso, talvez porque seja reforçada em função da minha observação continua do ambiente, é a de falar baixo em ambientes públicos como restaurantes e bares.
Experimente parar de falar em um restaurante e se deixar “pescar” pela conversa de alguém em alguma das mesas. Experimenta vai.
Pronto, voce percebera que não há nada que impeça um mal intencionado de fazer uso indevido das informações de sua conversa.
E ai voce pode pensar: “E o que sera que minha conversa pode ter de tão interessante assim pra alguém”. Pra alguém comum, não tem mesmo…já pra alguém malvado…
E ai vamos ao que me trouxe aqui.
Em ferias, a beira de uma refrescante piscina, driblando e perseguindo o menino, fui fisgada pela conversa de um pai que acabara de conhecer uma outra mãe, relatando com uma enorme riqueza de detalhes como havia sido o processo de “fabricação” de suas crianças… relato carregado de emoção e drama (eu não menosprezo).
Contudo, poucos minutos se passaram e eles se despediram com a frieza de quem não se conhece direito e de quem nunca mais vai se ver.
E ai eu fiquei ali pensando: “peloamordeDeus!!!!! Isso não se conta pra quase ninguém no mundo, que dirá pra uma estranha que você acabou de conhecer”.
Isso mesmo, estranha. Foi assim que minha mãe me ensinou. “Não fale com estranhos. Ela é uma estranha. Não deixe um estranho te tocar…”
Ah, tomara que eu não perca de vista esse tipo de cuidado e consiga passar para o menino as consequências de abrir o coração pra qualquer estranho e para quem não seja merecedor do carinho que mora la dentro.
Tomara.

Sobre um amor

Nesses dias tão difíceis, em que o chão às vezes teima em querer sumir, eu vi o amor.

Não aquele amor, cheio de impaciência, ansiedades ou egoísmo. Esse, eu suspeito que se torne secundário em algum momento.

Falo daquele repleto de fé, esperança e planos. Que se concentra em fazer esses planos e colocá-los em pratica quando aquele outro amor enfraquecer.

Aquele amor que não se abala com palavras difíceis, dias frios e nem “piores dias”.

Aquele lá que tem foco na partidinha de dominó (ou buraco) quando mais nada fizer sentido.

Aquele que vem dos olhares, das mãos, das mensagens e do silêncio. 

É um tipo que a gente vive ouvindo por aí. Por sorte. Eu já ouvi sobre ele de pessoas a quem admiro tanto e quero tão bem. E acho que demorei um pouco pra compreendê-lo como um todo. 

Esse é o tipo de amor que eu quero que o menino sinta e emane pois é por causa desse amor que ele existe.

E eu o desejo a todos nós. Que possamos senti-lo ao menos um pouquinho só pra ter certeza de que ele é mesmo real.

E eu acredito que justo esse amor, que pode receber vários nomes, seja a grande chave do futuro da humanidade realmente humana.

Que bom poder dá-lo aos meus meninos e aos nossos. Que seja assim pra sempre.

Muitos bons dias neste início de ano

E é!

Tenho acordado mais cedo do que o habitual. Não para “malhar”. Nem pra cuidar da casa ou assistir o jornal, coisa que eu adoro.

Tenho acordado mais cedo para costurar. Muito! Costurar demais! Rs…. Sério. Como nunca.

Ocorre que eu fui convidada por uma amiga de trabalho (da atividade principal) a fornecer pra ela guardanapos de tecido.

Já tínhamos algumas boas afinidades profissionais. Dividíamos opiniões bacanas sobre os temas de lá. Também compartilhávamos as mesmas percepções sobre valores importantes da vida. Ela, muito empreendedora, tem várias frentes abertas nesse universo novo pra mim. Já vinha me dando ótimos conselhos há um ano. E aí: me convidou para ser parceira num novo projeto.

A Gardenappe, guardanapo em francês, tem como proposta simples tornar a mesa uma obra de arte aos olhos dos convidados, ou mesmo de nós que nos sentamos a mesa diariamente.

E aí é que está justamente o “match” comigo. Adoro cozinhar, receber e….costurar.

Então é assim que tenho passado os últimos 45 dias: cortando e costurando belíssimos guardanapos dupla face, em tricolines lindas, macias e com estampas de cair o queixo. 

E feliz por isso. Por produzir algo diferente. Por saber que eu sirvo pra mais algumas coisas….rs. Eu achava que servia, agora tenho certeza.

E como me disse aquele amigo lá, sobre empreender, da até mais vontade de trabalhar na outra atividade principal e ser produtivo, porque eu não vejo a hora de chegar em casa e executar mais um lindo jogo de guardanapos…

Feliz Ano Novo! Com esperança, por favor

Saúde! É disso que precisamos. Saúde para o corpo, a alma (pra quem acredita que temos uma) e para mente.
De posse de saúde podemos superar, construir e esperar que tudo pode melhorar.
Aliás, pra 2016 eu também desejo ter esperança. Muita! Esperança de que o que quer que venhamos a ver ou viver de ruim, passe. Vai passar sim.
Ah, e Obrigada por estar aqui e por ter vivido mais um ano bom com os meus, que eu tanto amo. #graciasalavida
Ps.: estou sem postar e ainda assim posso garantir que costurei intensamente nas últimas semanas, mais do que no ano todo. Já já volto pra contar.